Como ontem não teve o protesto dos royalties do petróleo, vou deixar pra escrever sobre eles amanhã...
Ontem a noite, voltando pra casa em mais um dia de chuva, me juntei a umas 40 pessoas amontoadas embaixo daquela cobertura que tem nos pontos de ônibus. O ponto estava lotado pois são poucos os ônibus que sobem a Marquês de São Vicente e vão para Rocinha e redondezas. Até que parou um 546, daqueles pequenos, sem cobrador, só motorista. Foi uma cena de caos! Ele veio lotado mas mesmo assim o motorista parou. Umas 30 pessoas do ponto tentavam subir desesperadamente, sabe-se lá quando iria passar outro... Quem ficava do lado de fora do ônibus, empurrava quem tava dentro, pra tentar encaixar. Nas janelas embaçadas, dava pra ver que ninguém conseguia se mexer ali dentro (imagina se alguém quisesse saltar antes do ponto final!). O motorista deve ter se arrependido, pois até no lugar que era pra ser o dele havia gente se espremendo.
Cansaço, chuva, aperto... Mas somos cariocas né... No ponto, do lado de fora, eu e as 9 pessoas restantes ríamos e comentávamos uns com os outros aquela cena, que de desesperadora havia ficado muito engraçada! O ônibus mal saía do lugar, o motorista teve um surto de risadas! Sabe piada de fusquinha, que saem 60 pessoas de dentro de um fusquinha? Devia ter umas 60 pessoas sentadas e umas 60 em pé, no capô, na janela, bunda pra fora, braço pra fora... Nós ríamos também porque quando chegasse o nosso, provavelmente a cena iria se repetir...
Não dá pra se sentir solitário assim né? Mas se ainda assim você estiver muito só... tente pegar o metrô do Rio! (alguém me explica o que tá acontecendo??). Abaixo, o metrô de Ipanema...
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Um personagem: Zé Carioca!

No começo da década de 40, o Sr. Walt Disney esteve no Brasil, no Rio de Janeiro, e por ter gostado tanto da nossa cidade, quis deixar um presente: criu o personagem Zé Carioca, um divertido papagaio, que deveria representar o estereótipo do brasileiro, ou melhor, do Rio de Janeiro, cartão postal do Brasil. Fez isso, claro, com a intenção de fazer a politica da boa vizinhança, já que os EUA estavam reunindo aliados para a segunda guerra e os estúdios Disney lançariam um filme com personagens de vários países... Mas enfim!
Zé Carioca é retratado como um típico malandro carioca. No início de sua criação, vestia terno e gravata coloridos, chapéu de palha e carregando um guarda-chuva, algo para contrapor os norte americanos com seus ternos e roupas impecáveis, homens de negócios. Mas com a influência de desenhistas e roteiristas brasileiros, na década de 70 isso começou a mudar e o nosso personagem ficou mais parecido com o que é hoje, esteticamente e socialmente. Muitos dizem que é um malandro, politicamente incorreto, outros já chamam de vagabundo...
Zé Carioca morou um tempo no morro, mas com o tempo se mudou para a Vila Xurupita, no subúrbio do Rio. Era constantemente perseguido pela Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca, mas sempre dava um jeito de escapar. Os cenários das aventuras eram constantemente a paisagem do Rio, o que encantou os leitores nacionais. Tinha um time de futebol sem troféus, amigos como Zé Paulista e Zé Baiano.
Preguiçoso. Dorminhoco. Folgado. Trambiqueiro. Aproveitador. Malandro. Caloteiro. O mais simpático dos personagens! =D
| Reações: |
Qual o limite dessa "malandragem"?
Hoje no trabalho, num momento de descontração, conversávamos sobre roubo e ladrões. Na verdade furtos e oportunismos malvados. Essa vontade de se dar bem em cima dos outros, não importa pelo quê. Por exemplo: uma situação contada hoje aqui, sobre um professor dando uma palestra num congresso. Quando voltou para seu lugar no auditório, haviam levado seu casaco. Num congresso!!
Ou um exemplo dado por uma amiga aqui do trabalho, que ela não entendia as pessoas que iam ver Avatar 3D e saiam das salas de cinema querendo roubar os óculos 3D. Onde essas pessoas iam usar esses óculos???
Não é uma situação de necessidade, não estamos falando de dinheiro. É uma vontade de se dar bem mesmo, sei lá...
Será que os cariocas querem se dar bem sem se preocupar com as outras pessoas ou será que nem pensam em nada na hora de fazer essas coisas, a cabeça esvazia? Será que é assim em outros lugares? Vou pesquisar...
Ou um exemplo dado por uma amiga aqui do trabalho, que ela não entendia as pessoas que iam ver Avatar 3D e saiam das salas de cinema querendo roubar os óculos 3D. Onde essas pessoas iam usar esses óculos???
Não é uma situação de necessidade, não estamos falando de dinheiro. É uma vontade de se dar bem mesmo, sei lá...
Será que os cariocas querem se dar bem sem se preocupar com as outras pessoas ou será que nem pensam em nada na hora de fazer essas coisas, a cabeça esvazia? Será que é assim em outros lugares? Vou pesquisar...
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)
