quinta-feira, 29 de julho de 2010

Millôr Fernades - O Carioca É. Antes de tudo.

Achei um significado para os cariocas que me deixou de queixo caído, emocionada e mais orgulhosa ainda de ser daqui. Copiei o texto e repasso aqui pra vocês. Coloquei em negrito minhas partes favoritas!!

O Carioca É. Antes de Tudo.

Millôr Fernandes


Os paulistanos (!) que me perdoem, mas ser carioca é essencial. Os derrotistas que me desculpem, mas o carioca taí mesmo pra ficar e seu jeito não mudou. Continua livre por mais que o prendam, buscando uma comunicação humana por mais que o agridam, aceitando o pão que o diabo amassou como se fosse o leite da bondade humana. O carioca, todos sabem, é um cara nascido dois terços no Rio e outro terço em Minas, Ceará, Bahia, e São Paulo, sem falar em todos os outros Estados, sobretudo o maior deles o estado de espírito. Tira de letra, o carioca, no futebol como na vida. Não é um conformista -- mas sabe que a vida é aqui e agora e que tristezas não pagam dívidas. Sem fundamental violência, a violência nele é tão rara que a expressão "botei pra quebrar" significa exatamente o contrário, que não botou pra quebrar coisa nenhuma, mas apenas "rasgou a fantasia", conseguiu uma profunda e alegre comunicação -- numa festa, numa reunião, num bate-coxa, num ato de amor ou de paixão -- e se divertiu às pampas. Sem falar que sua diversão é definitivamente coletiva, ligada à dos outros. Pois, ou está na rua, que é de todos, ou no recesso do lar, que, no Rio é sempre, em qualquer classe social, uma open-house, aberta sob o signo humanístico do "pode vir que a casa é sua".

Carioca, é. Moreno e de 1,70 metro de altura na minha geração, com muitos louros de 1,80 metro importados da Escandinávia na geração atual, o carioca pensa que não trabalha. Virador por natureza, janota por defesa psicológica, autocrítico e autogozador não poupando, naturalmente, os amigos e a mãe dos amigos -- ele vai correndo à praia no tempo do almoço apenas pra livrar a cara da vergonhosa pecha de trabalhador incansável. E nisso se opõe frontalmente ao "paulista", que, se tiver que ir à praia nos dias da semana,vai escondido pra ninguém pensar que ele é um vagabundo.

Amante de sua cidade, patriota do seu bairro, o carioca vai de som (na música), vai de olho (é um paquerador incansável e tem um pescoço que gira 360 graus), vai de olfato (o odor é de suprema importância na fisiologia sexual do carioca).

Sem falar, que, em tudo, vai de espírito; digam o que disserem, o papo, invenção carioca, ainda é o melhor do Brasil, incorporando as tendências básicas do discurso nacional: o humanismo mineiro, o pragmatismo paulista, a verborragia baiana.

E basta ouvir pra ver que o nervo de todas as conversas cariocas, a do bar sofisticado como a do botequim pobre e sujo, por isso mesmo sofisticadíssimo, a do living-room granfa, a da cama (antes e depois), é o humor, a crítica, a piada, a graça, o descontraimento. Não há deuses e nada é sagrado no Olimpo da sacanagem. O carioca é, antes de tudo, e acima de tudo, um lúdico. Ainda mais forte e mais otimista do que o homem da anedota clássica que, atravessado de lado a lado por um punhal, dizia: "Só dói quando eu rio", o carioca, envenenado pela poluição, neurotizado pelo tráfego, martirizado pela burocracia, esmagado pela economia, vai levando, defendido pela couraça verbal do seu humor.

Só dói quando ele não ri. Só dói quando ele não bate papo. Só dói quando ele não joga no bicho. Só dói quando ele não vai ao Maracanã. Só dói quando ele não samba.

Só dói quando ele esquece toda essa folclorada acima, que lhe foi impingida anos a fio com o objetivo de torná-lo objeto de turismo, e enfrenta a dura realidade... carioca.


Texto extraído do livro "
Que País é Este?", Editora Nórdica - Rio de Janeiro, 1978, pág. 50.

LINDO DEMAIS NÃO É???

Um carioca em Brasília

Ontem fiquei sabendo que um amigo do meu namorido se mudou repentinamente pra Brasília. A mãe dele havia sido transferida, ele ficou um tempo aqui no Rio até que resolveu se mudar também. Ele é novo, faz sentido sair pra procurar oportunidades em outros lugares e ainda assim aproveitar o aconchego de morar com a mãe.

Mas como é um carioca em Brasília?? Lá não tem praia, a principal atividade dele. Os amigos ficaram aqui.... Bom, perguntei como estavam as coisas por lá e soube que está adorando. Começaram as aulas na faculdade, ele foi apresentado como aluno novo, e na hora que começou a falar e a puxar o xxxxxxxixxxxxxxxxx... foi aquela loucura!!! ahahahhahaha Contou que fez um sucesso só!! Saiu da sala, fez amizade com varias meninas, por consequencia com muitos meninos, e está adorando tudo... rsrs

AXo que nosso sUtaque faXX muito sucesso por aí...

Adotar é o Bichooo!!!


A Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais desenvolveu um programa chamado "Adotar é o bicho!" que visa a adoção consciente de animais, precisando levar apenas sua identidade e comprovante de residência, pra sair com um mascotinho novo!! A iniciativa acontece semanalmente e só é cancelada em caso de chuva.

Hoje fica até às 16hs na Praça Saens Pena.