quarta-feira, 18 de julho de 2012

O ano? 1955. A época? CARNAVAL!

Para o carioca talvez seja a melhor época do ano, onde vale quase tudo, até ser quem você não é! É só festa e imaginação, regada com muita alegria e boas energias.

O carnaval pode já ter passado e o próximo ainda está longe de acontecer... Mas a relíquia que vou apresentar aqui mostra que o carioca de ontem não é muito diferente do de hoje, e que a nostalgia dessa festa é válida para qualquer época do ano!

Curtam o carnaval do Rio em 1955, numa visão gringa, mas muito bacana


               

Além deste video, a The Travel Film Archive possui outras relíquias do rio e também de outros lugares. Vale conferir.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

X-Tudo Cultural 2012



O carioca transborda alegria e ama se divertir. E para um povo que tem a arte no sangue e sede por experiências e vivências culturais, o SESI irá promover mais uma edição do evento X-Tudo Cultural, mostra que estimula a diversidade e a troca de experiências artísticas nas artes plásticas, teatro, dança e música, buscando a democratização da cultura no Rio de Janeiro.

O projeto oferece ao público, gratuitamente, um panorama do cenário cultural carioca, e acontecerá do dia 17 de julho ao dia 27 do mesmo mês, com apresentações realizadas no Teatro SESI, no Centro do Rio. Para não perder, basta retirar os ingressos uma hora antes, nas bilheterias do teatro.

Desde 2010, o X-Tudo Cultural apresentou mais de 50 atrações para mais de 10 mil espectadores nos teatros do SESI do Rio, sempre buscando a diversão e possibilitando que artistas de variados segmentos se unissem a nomes consagrados no cenário cultural carioca para trocas de vivências e experiências.

A edição de 2012 conta ainda com curadores convidados como Andrea Jabor (dança), Miguel Colker (teatro), Airá Ocrespo (artes plásticas) e Faro MPB FM (música), que selecionaram, através de oficinas, os jovens talentos que irão se apresentar e mostrar a diversidade e a novidade da nossa cultura, levando entretenimento, reflexão e transformação.

A programação:

Dia 17/07 - Abertura a partir das 19h30

- "A Cor da Paz": Exposição de obras de oito talentosos grafiteiros cariocas Wark (Rocinha), Leandro Tick (Ladeira dos Tabajaras), Camila Cristina (Morro do Fallet), Rômulo Sesh (Vidigal), José Zeco (Alemão), Rafael Phar (Batan), Anderson Duim (Morro Prazeres) e Tiago Tarm (Vidigal) que através de sua arte representam o novo momento nas comunidades onde vivem.

- "Variedades Tá Na Rua": Espetáculo com um repertório variado de temas e situações cotidianas. A partir de músicas populares e muito improviso faz do espetáculo uma discussão bem humorada sobre o cotidiano de todos nós.

- Show da Orquestra Voadora: Tocando desde sambas clássicos de consagrados bambas brasileiros, rock, trilhas sonoras de filmes, entre outros, a banda faz uma combinação de ritmos, estilos e timbres, numa musicalidade espontânea e vibrante.

Dia 18/07

- Espetáculo "Piracema": Partindo de solos criados pelos 11 bailarinos da Lia Rodrigues Cia de Dança, Piracema se constitui da ficção destes distintos percursos individuais, das singularidades que convivem no tempo e no espaço, sem estabelecerem uma relação direta.

Programação completa: Firjan

O Teatro SESI fica na Av. Graça Aranha, 1, Centro - Telefone: (21) 2563-4163

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A cartilha dos BRS



Andando de táxi por Copacabana, perguntei ao motorista: "O senhor achou bom esse esquema de BRS?". O taxista respondeu na mesma hora que para o transporte público aquilo foi muito bom, mas para carros particulares... Era só olhar o trânsito parado na faixa lateral esquerda.

Ele foi implementado pela primeira vez em Copacabana, em fevereiro de 2011, e deu tão certo que se estendeu por grande parte da cidade. O sistema BRS, ou Bus Rapid System, são os corredores demarcados exclusivamente para ônibus, táxis e carros de serviços, com o objetivo de organizar e melhorar o trânsito da cidade.


Além das vias exclusivas para o transporte público, o BRS "classificou" os ônibus em categorias, estipulando onde cada categoria poderia fazer sua parada para deixar e buscar passageiros. Ônibus BRS 1 só pode parar em pontos do BRS 1, e assim vai. Na zona sul do Rio são 3 categorias de BRS mas existem ainda os BRS 4 e 5 para paradas em pontos específicos.


De dentro do meu táxi, andando quase que livremente e olhando a via ao lado toda engarrafada, pensei que boa ideia para estimular o transporte público. Se o carioca quiser fugir do trânsito, terá que deixar seus carros particulares e usar o coletivo. Bem legal.


Porém, andando de ônibus outro dia, já não achei tão legal assim... 


Parei num ponto que dizia BRS 2 e listava alguns ônibus que, por conhecer a numeração, sabia que passavam pela praça na qual eu ia saltar. Pra esse destino, outros ônibus também serviam, mas não eram todos que paravam no ponto que estava. E, graças a Lei de Murphy, claro que só passaram os que iam para meu destino e não paravam no meu ponto. Um bom tempo aguardando, o bendito ônibus apareceu. Subi e perguntei se ele passava na praça. "Passar eu passo, só não paro". Desci, me informei e fui para o ponto do BRS 3, que havia mais ônibus que param na praça que eu precisava ir. 


Mais um tempo aguardando, entrei em um que parava um ponto antes da praça. Andar um quarteirão não é problema pra mim mesmo. Pensei nos mais idosos, em crianças pequenas, em pessoas com qualquer dificuldade. A acessibilidade deste projeto parece bem complicada. Saltei, andei até a praça e fui para o ponto pegar o meu segundo ônibus. Descobri que naquele ponto meu ônibus não parava. E ninguém sabia qual era o BRS do ônibus que eu precisava, nem eu. Dizem que a distância é de 500m, em média, entre cada ponto dos grupos. 


Andei até o ponto seguinte. Nada do meu ônibus. Caminhando até o terceiro ponto, meu ônibus passou! Achei o terceiro ponto e aguardei quase meia hora pelo próximo. Subi e nem quis saber se ele iria parar no meu destino. A essa altura do campeonato, andar quando se paga pelo transporte, acaba sendo economia de academia.


Conclusões bobas a parte, acredito que a primeira experiência do usuário é extremamente importante. Não devemos nos sentir burros ou impotentes utilizando um serviço desses. Eu me senti uma otária. Não entendi porque dentro dos ônibus não tem um mapa com os pontos onde param, como no ônibus do metrô. Sei que na época da implementação foram distribuídas cartilhas para explicar e ensinar. Mas e quem tem necessidades especiais, pode saltar onde precisa, no ponto mais próximo do destino? Será que esse projeto levou em consideração tudo que precisava levar?


O projeto considero até bem interessante, com foco na melhoria do trânsito, ao estímulo do transporte coletivo, até de preocupação com o meio ambiente, já que estamos tirando muitos carros das ruas para utilizar táxis e ônibus. Mas faltou a preocupação com pessoas que já estão a margem da nossa sociedade. Uma preocupação essencial, para incluir e não continuar excluindo. E esta preocupação não deve ser esquecida e nem seria tão difícil para solucionar. Se eles tivessem sido lembrados, é claro. Um projeto dessa magnitude poderia ser mais completo, mais eficiente, menos constrangedor e sem exclusões.


Percebi, ao final disso tudo, o grande ganhador dessa empreitada: o taxista. Foge do trânsito, não tem pontos fixos e desconhecidos, atende todo o público. Eu, pra andar de ônibus novamente, só se estiver bem descansada e de bom humor. Ou então pros destinos que já decorei, nada de destinos novos. Quem sabe van...


Informações sobre os BRS: http://www.fetranspor.com.br/brs/