Começa hoje uma exposição que pretende mostrar em fotos como o verão influencia na identidade Carioca.
A mostra reúne 65 imagens garimpadas dentre mais de 10 milhões de imagens do acervo da Infoglobo, sempre tentando mostrar a ideia de que o verão de cada década tem sua característica própria e com isso deixa uma marca diferente na cidade. Marca essa que pode ser um novo esporte, uma nova moda, uma tendência.
Na década de 50, por exemplo, veremos banhos de chafariz e leques em alta, ambos na tentativa de amenizar o calor. Em 60, a invasão dos biquínis pegando o lugar dos grandes maiôs. Em 70, o píer de Ipanema que tanto marcou uma geração. Em 80, o conhecido verão da lata. A partir de 90, o pôr do sol aplaudido no posto 9 e a orla como academia a céu aberto. E por aí vai...
Hoje temos um verão com características herdadas de todas essas décadas e muito mais. A cerveja gelada, que sempre teve espaço na agenda do carioca, banhos noturnos (especialmente no arpoador), finais de tarde com música nos quiosques, cachoeiras e trilhas lindas, o stand up paddle divertindo homens e mulheres, as barraquinhas vermelhas que eram obrigatórias nos barraqueiros hoje substituídas por barracas com cores mais suaves, que interferem menos no visual... Enfim, o verão está apenas começando e as atividades e novidades também!
Foto de Custódio Coimbra
E para entendermos melhor como funciona o carioca e sua paixão pelo verão, vale a conferida na exposição! "Verão: quando o Rio é mais carioca" fica em cartaz até o dia 7 de fevereiro nas galerias do segundo andar do Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio. E pra ser melhor ainda e mais a cara do carioca: a entrada é gratuita!
Que nossa cidade está em alta não é novidade. Andando pelas ruas fica até difícil identificar tantos sotaques e idiomas. As praias superlotadas, shoppings, bares... Pessoas de todos os tipos, todas as cores, todos os gêneros.
E pensando em tempo do Rio que um vídeo de dois fotógrafos brasileiros alcançou mais de 236 mil visualizações em mais de 150 países. O projeto "Time of Rio" mostra a cidade pelos olhares diferenciados e pelas diferentes técnicas utilizadas pelos fotógrafos Gustavo Pellizzon e Marcos Michael.
Um vídeo que além de dinâmico e super bem feito, retrata o que temos de melhor e de mais característico Um convite a nossa cidade e uma amostra do porque somos felizes aqui e nos orgulhamos de dizer: sou carioca e essa é a minha cidade!
Hoje foi decretado o Dia Nacional do Forró, dia em que Luiz Gonzaga completaria 100 anos! E, em homenagem a esse dia, resolvi escrever sobre um lugarzinho aqui do Rio onde este é o ritmo obrigatório e o homenageado é mais que lembrado...
A Feira de São Cristóvão, Feira dos Paraíbas ou Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (nome oficial) é um pedacinho do nordeste no Rio de Janeiro. Localizada no Campo de São Cristóvão, a feira possui cerca de 700 barracas fixas com todo tipo de oferta: comida típica, bebida, artesanatos, dança, música, poetas, repentistas, folclore, literatura de cordel e, o principal, muita alegria!
Nas extremidades da feira existem 2 palcos onde se apresentam artistas populares famosos e desconhecidos. O som dos shows ainda convive com as músicas das barracas e restaurantes, colocadas sempre em altos volumes, mas sem que um atrapalhe o outro, por mais estranho que possa parecer. Além desses palcos principais, existem mais 4 palcos pequenos, onde o forró pé de serra toca e anima a todos noite a dentro. Outros ritmos característicos da terrinha são o xote, baião, xaxado, repente, embolada, martelo, maracatu, entre outros. Não sabe o que é metade? Vai na feirinha pra descobrir!
O preço da entrada é simbólico e o local oferece boa infra-estrutura, com banheiros públicos e estacionamento para 800 veículos. De terça a quinta feira os restaurantes abrem para o almoço e até as 18hs a entrada é gratuita. A partir das 10hs de sexta até as 22hs de domingo, a maioria das barracas funciona sem parar, e o ingresso passa a custar R$ 3,00. A animação é contagiante e até os mais frescos conseguem se divertir.
A feira recebe mensalmente cerca de 300 mil pessoas, e hoje promete lotação. Para os desconfiados, aqui vai uma sugestão: sentar com os amigos numa barraca, pedir a carne de sol com aipim (macacheira ou mandioca). Não esquecer da manteiga em garrafa para temperar. Ah, e o mais importante: a cerveja estupidamente gelada acompanhando uma cachaça da casa. Até quem nunca dançou o forró vai querer arriscar uns passinhos!
Para as comemorações da data as programações serão intensas:
- A partir das 11hs - abertura do espetáculo Luiz Gonzaga do Brasil/100 Anos de tradições nordestinas! Missa dos 100 anos de Luiz.
- Lançamento do Selo Centenário de Luiz Gonzaga/equipe dos Correios; Coral Usimed/Petrópolis
- A partir das 14hs - Palco João do Vale: Forró Fogoso, Calça Arriada, Macambira do Acordeom, Rosemery do Acordeom, Sotaque do NE, Malagueta, Peneirado, Raça Nordestina, Cachambi, Os Craques do Forró, Super Nordestinos, Bastos/Forrozão, Forró Legal.
- A partir das 14hs - Palco Jackson do Pandeiro: Aba de Couro/Netinho Ferreira, Forró Pesado/Raminho do Acordeom, Os 3 amigos do NE, Taperoá/Chico Souza, Beija-flor/Cassiano, Zé do gato, Zé da Onça e sua Gente, Caraforró/Sem grilo, Marcus Lucenna, Chico Salles/Chabocão, João Mossoró, Jurandy da feira, César Nascimento/Tribo de Gonzaga. Participação especial da Banda Sinfônica Euterpe/Nova Friburgo as 20hs
- A partir das 21hs - Abertura do seminário Turismo e Preservação Canion/Rio Poty Estado do Piauí
- Visite ainda mostra Luiz Gonzaga do Brasil - 100 anos de tradições nordestinas, das 10hs às 18hs